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segunda-feira, 16 de março de 2009

take your camera, everywhere you go.

Imagine all the lomogirls, ah ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah. And the lomoboys, ah ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah.

A Lomography por si só não tem nada muito atrativo se o fotógrafo espera por imagens de apresentações de Power Point, daquelas bem jacus, com pôr-do-sol perfeito. Se quiser fotografar com perfeição sua viagem, seu cachorro, o aniversário de seu filho, compre uma Sony Cybershot, não há câmera melhor.



Agora, se for um photo-adventurer, onde cada clique pode ser uma surpresa borrada, com textura, com criatividade, com intervenções, em vários formatos, com um ou vários obturadores, com uma ou várias cores de flash, a Lomography é uma linguagem de idéias e possibilidades inesgotáveis, em qualquer lugar onde você estiver.



A LOMO (Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie), ou União de Ótica Mecânica de Leningrado em bom português, já foi a maior empresa ótica da URSS. E a Lomography é uma daquelas heranças soviéticas clássicas, onde o design não vale muito, o que vale mesmo é a funcionalidade, a não ser que você pense retrô. A Holga, por exemplo, parece um cantil do exército. Pra mim, o que é mais tesão da Lomo são todas essas possibilidades, quando se junta todo um ensaio, trabalho ou projeto. Hoje a propaganda tá tão photoshopada, tão perfeita. A sujeira da Lomo tem espaço de sobra para se diferenciar.



Essas imagens são da loja chilena de Santiago, primeira loja Lomography da América do Sul, com Holga e Dianas pelas prateleiras. Tem até esse balcão de vidro, igual ao refrigerador do Caruso.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Miscigenação?

Andar nas ruas de Curitiba, já pode ser uma grande aventura, hoje mesmo, fui almoçar no centro cheio de coragem para encontrar toda aquela gente, como o Rodrigo bem disse, buscando com todas as suas forças alguma mínima diferença dos demais. Sei lá. Como o tema principal parece ser a crise mudial, fica esse trabalho que eu achei do Will van Overbeek. Alright.

segunda-feira, 9 de março de 2009

mind the gap.

Sob o título de London (harder, better, faster, stronger), o vídeo de David Hubert é um pixelation de 3328 fotos. Com trilha do Daft Punk, ficou um vídeo muito maneiro.


London (harder, better, faster, stronger) from David Hubert on Vimeo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

born to rave.

Uma banda. Uma sala branca. Jaquetas Adidas. Litros de tinta. Pistolas d'água (com tinta).



O Ting Tings já tinha me convencido que tem o som mais colorido do Reino Unido. Pelos óculos wayfarer ou retrosuper do Jules DeMartino, pelas meias-calça da Katie White, pelos plugs fluorescentes nas guitarras ou nos microfones (marca registrada da Katie). Isso tudo sem contar as músicas grudentas como That's not my name, Great DJ ou Shut up and let me go. No show, pessoas de todas as cores e idades repetiam they call me hell, they call me stacy.



No dia 27 de fevereiro de 2009, eles fizeram um show que certamente renderá um ensaio fotográfico histórico. Num show fechado, no Unit One de Manchester, centenas de fãs convidados criaram o clima perfeito para o ensaio do photographer and filmmaker Lawrence Watson. A idéia era simples: se sujem com tinta.



Além do clima, os fãs criaram também com essa tinta a capa do EP 12" do Calvin Harris, que lançará em breve o remix de We walk, novo single de um disco que não pára nunca. Estou até achando que In Rainbows tem mais a ver com o Ting Tings.

terça-feira, 3 de março de 2009

the pains of being pure at heart.



Video promo de primavera da Urban Outfitters, que já falei aqui, só com imagens estáticas. A música é Young adult friction, do Pains Of Being Pure At Heart.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

solve sundsbo.






Eu não conhecia, me surpreendi com o trabalho de Solve Sundsbo, que soube explorar a luz e a sombra de forma desconcertante.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Alex Prager

Estava olhando umas referências antigas que eu tinha separado e lembrei de Alex Prager, um dos portfolios de foto mais legais que eu vi ano passado e ganhador do prêmio fotografo do ano de Londres em 2006.





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

war is peace, freedom is slavery, ignorance is strength.



Enquanto isso, na terra dos cavaleiros que dizem ni, tem fotógrafo protestando em frente à sede da Scotland Yard contra a lei antiterrorismo, que no parágrafo 76 torna crime fotografar policiais e militares para fins de ações terroristas.



What a fuck? Sem dar mais explicações, o Ministério do Interior afirmou que fotografar militares e policiais só será considerado crime em "circunstâncias excepcionais". Ah tá, agora sim, muito esclarecedor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

valentine's day.



A UrbanOutFitters é uma loja supercool, presente no Canadá, UK e USA. Nessa ação para o Valentine's Day, eles escolheram vários casais de NY, London e Paris, cada um com um perfil diferente, com wishlist e tudo. Algum style com certeza combina com você. Tem mens wear, womens wear, accessories, shoes and apartment division. Tudo isso, muito legal, mas no que eu piro mesmo são nos accessories. Confere aí.


Lomography Fisheve 2 Chrome Editon


In Rainbows vinyl.


iPod mixer.


É obvio que eles não entregam no Brasil pela e-shop, mas se você der um pulo na gringa, não perca, porque é muito maneiro.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

kino berlin.


Holocaust Tower e o Museu Judeu, é mais um memorial para lembrar os feitos cruéis do regime nacional-socialista. Esse museu tem segurança digna de aeroportos, para evitar qualquer tentativa terrorista.

Por mais de 60 anos Hollywood explorou temas, imortalizou histórias, ruminou sua vitória na Segunda Guerra Mundial. E parece nunca ter fim. São centenas de filmes sobre as vitórias, sobre as derrotas, sobre a campanha na Europa, o bombardeio ao Japão, Pearl Harbor e tudo mais. Agora, dois filmes de produção e orçamento pomposos se encontram num mesmo tema: O Leitor e Operação Valquíria. Em comum, os dois contam a história com uma repulsa ao nazismo.


O Portal de Brandemburgo é um símbolo histórico da divisão de classes na Alemanha, no arco central só era permitida a passagem da elite social alemã.

Estar em Berlim é sentir isso no cheiro da cidade, na arquitetura moderna nas áreas reconstruídas, nos monumentos, nas pixações e nos grafittis, nos sexshops de cada esquina. É se comunicar com alguma dificuldade com aquela senhora com dentes escurecidos, vendendo wurst com katchup e imaginar que, há pouco tempo atrás, ela se escondia atrás de um muro. É impossível não se identificar com esse sentimento de repulsa, é como se houvesse um certo constrangimento em ser alemão. A juventude é punkie de boutique, com seus cabelos impecavelmente desarrumados. Os idosos ainda desconfiam da sua cara, acham que você é um polonês, ainda há preconceito.


A East Side Gallery é linda, entre a estação Ostbahnhof e a ponte Oberbaum, checkpoint entre URSS e EUA na Guerra Fria (hot hot heat!).

Apesar de ter quase 800 anos, a cidade ainda guarda características de uma província. Se imaginar que da torre de TV, na Alexander Platz, dá pra se ver o final da cidade, a gente tem a sensação de poder andar a cidade toda à pé (ou com a Fat Tires, bikes maneiríssimas, que você pode alugar por apenas 7 euros). A comida pode ser roots, um yakisoba no metrô retrô, por 4 euros. Ou ainda pegar um Ice, trem que te transporta a 415 km/h para qualquer lugar do país.


Construções brownstone como essas, próximas à Postsdamer Platz, supervalorizadas hoje, na época da Christiane F. eram desvalorizadas, pela proximidade com o muro. Se hoje os berlinenses podem descansar do almoço nesse gramado, na Guerra Fria esse espaço era uma espécie de fosso, entre os muros.

Essa mistura de moderno com antigo, de metrópole com província é que te fará ter vontade de ficar por lá. As pequenas diferenças são as melhores, sem dúvida. É poder contar com a entrega de uma correspondência para qualquer canto da Europa em 24h, é poder abrir qualquer torneira e encontrar água potável no país inteiro, é comprar um ticket de metrô numa máquina e guardar no bolso, sem ninguém precisar conferir se você pagou ou não, porque não importa, não faz sentido desconfiar de você.


Arquitetura estonteante, vizinha à Potsdamer Platz.

A história contada pelos americanos não é nada. Verdade mesmo você irá ver nas pessoas, nos olhares, na traspiração dos sexshops e nas pixações.


Arte moderna, na Budapesterstrasse. Fica na rua da KaDeWe, a primeira loja de departamento da Alemanha. É como se fosse a Harrod's ou a Macys de Berlim.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

porque eu quero uma Polaroid nesse natal.


Ação da Polaroid feita em banheiros, em 2007, em Singapura.

Imagina que em 1947 um cara inventa uma câmera fotográfica que, pasme, revela a imagem captada na hora, em suas mãos e você fica livre dos dias de espera de revelação e ampliação. Esse maluco se chamava Edwin Land, criou a Polaroid para acabar com a impaciência da filha, que odiava esperar dias para descobrir as fotos das férias.

Assim como a filha de Edwin, o mundo descobriu a Polaroid. Andy Warhol descobriu a Polaroid. Eu e você descobrimos a Polaroid. Milhões de unidades registraram os casamentos, aniversários, férias, enfim, tudo o que pode ser registrado com uma câmera.

Com a tecnologia digital, acabou que a Polaroid investiu na fabricação de câmeras digitais também, mas mandava mal pra caramba. Sei bem. Eu usei muito uma camerazinha digital sem vergonha da Polaroid que era vendida na C&A.

O filme para a Polaroid clássica parou de ser produzido, na última fábrica na Holanda, agora em dezembro. Uma pena, levando em conta o número de fãs e ainda usuários da câmera around the world.

Um grupo de investidores e fãs, enxergaram uma oportunidade única e compraram a fábrica na Holanda, numa tentativa de não deixar a fábrica parar. Chamado de Projeto Impossível, eles terão que reinventar o processo de fabricação dos filmes e para isso entraram em contato com funcionários antigos da Polaroid. Por enquanto, o desafio é fabricar apenas os filmes, mas no futuro, espera-se voltar a produzir câmeras também.

Atitude né? Tomara que dê certo. Porque eu quero uma Polaroid nesse natal.


Olha a Polaroid SX-70, tinha fole e tudo. Vendeu mais de 6 milhões de unidades.